FALSOS CEGONHEIROS EM PERNAMBUCO : UM ESQUEMA DE GOLPES E AMEAÇAS

A teia da corrupção que se instaurou para destruir o livre mercado no segmento dos transportes, utilizando a mobilização dos caminhoneiros com intuito de obrigar o governo do Estado de Pernambuco a forçar a quebra da parceria entre a Jeep e sua operadora logística a SADA Transportes, a cada denúncia se mostra mais pavoroso.

José Milton Freitas, o falso cegonheiro é quem tem capitaneado o golpe contra os motoristas juntamente com Heracles Marconi, desmascarado em 2014 na operação Toque de Midas por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, interceptação e outros crimes. Figuram ainda neste cenário o Deputado Pastor Eurico, que assim como José Milton Freitas é paulista e o deputado Gonzaga Patriota, que afirmou no plenário da Câmara “nós vamos aguardar que a SADA vá embora lá pra Betim”, deixando clara a investida contra a empresa que é parceira logística da Jeep há anos.

nHAPcA9p_400x400
Jose Milton Freitas, Diretor na migael transportes de veículos, conforme perfil no LinkedIn. Ora diretor, ora sindicalista, ora cegonheiro, todas facetas de um capitão do golpe para deter exclusivamente todos contratos de transporte, nem que para tal force a JEEP a abandonar o Estado.

Será que Pernambuco está diante de um esquema de propinas para gerar instabilidade no transporte de veículos da fábrica da Jeep, com único objetivo de favorecer outras empresas de transporte e garantir aos envolvidos no esquema dinheiro para financiar a vida mansa? O que se sabe é que os que tiveram seus caminhos cruzados por José Milton de Freitas e Heracles Marconi acabaram com os bolsos vazios e tiveram destruída a esperança de uma vida melhor. Aplicar este golpe vil num país com a situação crítica que está o Brasil, contra trabalhadores de bem é uma verdadeira crueldade.

O ESQUEMA EM 7 PASSOS

1 – José Milton Freitas cobrou 50 mil para os caminhoneiros garantindo que teriam emprego no transporte de veículos da Jeep. Usando a falsa afirmação que possuía uma liminar judicial que garantia os empregos para os motoristas. Assim ele recrutava os caminhoneiros para ir à fábrica da Jeep em Goiana.

2 – Afirmava que o movimento tinha consentimento da montadora para livrar-se da parceira logística, outra grande mentira!

3 – Enganaram até um funcionário da Jeep, convencendo que este iria a uma reunião em Caruaru para ouvir os motoristas. Mas, na verdade o que José Milton Freitas e seu “parceiro” Heracles queriam era apenas persuadir motoristas que já desconfiados, começavam a querer seu dinheiro de volta.

12-300x154
Reportagem: Balanço Final da Operação Toque de Midas. Heracles Marconi, estelionatário – o midas do crime.

4 – José Milton afirmava que 120 caminhões participariam do ato, no entanto, conseguiu iludir apenas 40 que participaram. E não conseguiram emprego algum, apenas tomaram prejuízos.

5 – Os deputados envolvidos sabe-se lá o porquê, neste cenário, esbravejaram na Câmara, posaram juntos com os cegonheiros e eram usados como mais uma ferramenta de convencimento para os motoristas acreditarem que haviam pessoas importantes apoiando a causa.

6 – Quando a Justiça do Estado de Pernambuco determinava que os caminhões deveriam ser retirados, Heracles Marconi tirava a máscara de cegonheiro, e se mostrava como o advogado que garantia que os motoristas deveriam desobedecer à ordem judicial para alcançar os objetivos. O detalhe importante é que José Milton e Heracles Marconi, os dois falsos cegonheiros, não colocaram nenhum caminhão em meio à mobilização. Sendo assim, não tiveram nenhum prejuízo. Apenas os verdadeiros donos de caminhão amargaram multas de 6 mil reais por descumprimento da ordem judicial, que entrou em vigor em 30 de agosto.

13-300x286
Heracles atua falsamente, utilizando indevidamente o nome do Sintraveic-PE. Estelionatário é próximo e mantêm relações com o Pastor Eurico.

7 – Os golpistas José Milton Freitas, Heracles Marconi e demais integrantes do esquema enganavam mais uma vez os caminhoneiros dizendo que a culpa de não conseguirem as vagas seria da Jeep, a SADA e até mesmo sobre o Governo do Estado. No entanto, a verdade é que as vagas não existiam. Mas, a esta altura todos os golpistas já estavam de bolsos cheios. Não apenas pelo dinheiro tomado dos motoristas, mas, pelos recursos oriundos de empresas que querem forçar a saída da parceira logística da Jeep de Pernambuco.

AS AMEAÇAS

Por que ninguém levou tais denúncias adiante? Por que não tomou satisfações? A resposta é simples: MEDO. E um medo muito bem fundamentado ao contrário dos falsos dossiês que circulam por aí nas mãos de integrantes do esquema. Os caminhoneiros que ousaram pedir explicações ou tentaram reaver os valores entregues aos golpistas começaram a ser hostilizados e intimidados, até por familiares dos aplicadores do golpe, José Milton Freitas e Heracles Marconi.

Dentre os repressores existem pessoas não apenas de Pernambuco, como de outros estados. Inclusive de São Bernardo do Campo, que são aliados ao advogado Heracles Marconi de Petrolina. É importante lembrar que a Operação Toque de Midas que desmascarou Heracles Marconi, o advogado e falso cegonheiro prendeu 14 pessoas em Petrolina. Dos diversos crimes praticados pela quadrilha com a qual Heracles estava envolvido, além do trafico de drogas entre São Paulo e Pernambuco, o estelionato também era um dos crimes praticado.

Com esta verdadeira teia de corrupção, golpes, politicagem e ameaças José Milton Freitas, Heracles Marconi, e os demais envolvidos tem deixado um rastro de prejuízos e engano. Apesar dos riscos e das vãs tentativas dos envolvidos no esquema de esconder o que acontece, seguiremos informando. Sempre mantendo nosso compromisso com a verdade. E resta perguntar:

Como José Milton Freitas que não possui nenhuma empresa, que se mostra inadimplente, vive em um confortável apartamento na capital de Caruaru e possuí um carro de valor expressivo, para quem não tem ofício algum?

Quem está financiando estes golpistas e falsos cegonheiros? Quem lucra com esse esquema que tumultua o setor de transportes em Pernambuco? Por que políticos andam em parceria e seguem em defesa com unhas e dentes dos envolvidos neste esquema? Será preciso uma nova Operação Toque de Midas para terminar de desmascarar toda essa bandidagem?

protesto-de-cegonheiros-recife
protesto promovido por falso cegonheiro que extorquiu (cobrou pedágio) de cegonheiros legítimos que foram enganados. O esquema envolve Heracles Marconi (midas do crime), José Milton Freitas (falso cegonheiro), Afonso Rodrigues de Carvalho (Magayver)(falso cegonheiro, ora empreendedor, ora sindicalista), Pastor Eurico, Gonzaga patriota.

Joana Santos Autor