Empresário e Sindicalista? Sergio Mario Gabardo, o empregador de Magayver

Parece um título sensacionalista, mas não é. Sergio Mario Gabardo é fundador da empresa Transportes Gabardo. Como no próprio site diz:

A Transportes Gabardo foi fundada na capital do Rio Grande do Sul, em 1989, por Sérgio Mário Gabardo. Natural de Nova Bassano, no interior do Estado, casado, agricultor e motorista de caminhão, ingressou no transporte de veículos em 1982 para atender à montadora gaúcha Miura.

Em 1992, com a abertura econômica do Governo Collor, a empresa obteve uma grande expansão no transporte de veículos. Em 1993, Sérgio comprou o primeiro caminhão trator. Como motorista de caminhão, viajou direto até meados de 1998 somente na estrada. A partir de então, conciliava as viagens com a administração da empresa. Percebeu a necessidade de investir em tecnologia e inovar no transporte desses veículos.

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Sérgio Mário Gabardo, diz ter conseguido crescer na época do Governo Collor, bem a época do confisco da poupança e overnight

Porém, a mesma pessoa que é fundador de uma empresa de Transportes, também aparece como sindicalista, conforme notícia do MJSP sobre apuração de cartel.

Também participaram da reunião o secretário do Sintrave de Goiás, Edvaldo José Felix; o vice presidente do sindicato no Rio Grande do Sul, Sergio Mario Gabardo; e o associado Pedro de Souza da Silva.

Por si só, o fato de ser empreendedor e sindicalista, na mesma pessoa, já parece ser interesses dispares, causa estranheza. Porém, no país do jogo sujo, tudo é permitido, afinal sindicatos aqui não seguem a tradição da Europa Medieval onde realmente era necessário a atuação organizada de pessoas para garantir direitos, além dos deveres e obrigações. Essa atuação pela briga pelos direitos se dava por parte dos empregados em face de empregadores. Mas não no Brasil, onde o empregador é também o sindicalista. O país do jeitinho.

Conforme noticiado anteriormente neste site, esses sindicatos são instrumentos de manipulação política, onde os empregadores, poderosos gestores com alto poder econômico, agem para obter todas as negociações só para eles, desrespeitando a livre concorrência, interferem na atividade estatal em beneficio próprio via políticos de bolso, como o caso do deputados Pastor Eurico e Gonzaga Patriota, sob o comando do Midas do crime – Herácles Marconi.

São tão organizados que contam até com o Magayver.

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Afonso Rodrigues de Carvalho (Magayver) que apresenta um crescimento patrimonial meteórico, é gaúcho e braço “direito e esquerdo” de Sérgio Gabardo, proprietário da Transportes Gabardo. Magayver é um instrumento pelo qual a empresa Gabardo procura alcançar seus objetivos sórdidos.

Em recente entrevista de redes sociais, Magayver é novamente descrito como líder sindical e se refere aos cegonheiros como uma máfia. Mas parece que o agora líder sindical desdenha o fato que cegonheiros são em sua maioria empresários autônomos que também desejam ter como clientes a Hyundai, Troller, Scania, Ford, Subaru, Peugeot, Mercedes-Benz, Volkswagen, não é só uma exclusividade da Gabardo Transportes.

Não é só Magayver que quer ganhar dinheiro.

 

Joana Santos Autor

Comentários

    Luiz Carlos Bezerra

    (16 de setembro de 2017 - 2:48 PM)

    Falsos cegonheiros são os seguidores de Luciano Pontes. O comprado pela Sada, que tem ganho suborno pra aplicar golpes no pessoal de Sta. Cruz do Capibaribe, com a alegação de ser Presidente do SINTRAVEIC. Nunca foi e nunca será. Aliás este cara até foi expulso do Sindicato autêntico da categoria, por ter se aliado ao chefão do Cartel, proprietário da SADA.
    Vem jogando sujo há algum tempo. Denegrindo a moral dos dirigentes do SINDICATO autentico e de seus Jurídicos, sem falar das agressoes aos Dep. FEDERAIS que estão ao lado dos verdadeiros transportadores e cegonheiros do Estado de Pernambuco.