DESMASCARANDO O FALSO CEGONHEIRO QUE TUMULTUOU PERNAMBUCO

Quem é o organizador do Golpe do Falso Cegonheiro, que tumultuou as ruas de Recife?

José Milton de Freitas é natural de São Vicente interior de São Paulo, que supostamente em busca de defender os direitos dos cegonheiros de Pernambuco, não fez nada além de causar graves prejuízos e transtornos que não se resumiram a causar trânsito e balburdia. O falso cegonheiro iludiu, mentiu ardilosamente e pediu a diversos dos seus seguidores uma quantia de 50 mil reais, uma espécie de pedágio, com a falsa afirmação que possuía uma liminar em mãos que lhe conferia o direito de transportar os veículos da fábrica da Jeep, localizada em Pernambuco.Um caminhoneiro da Bahia que denunciou o esquema afirmou:

“Ele veio aqui me procurar e pediu 50 mil reais, em troca disse que me arrumava um lugar ‘pra mim’ lá no transporte dos veículos lá da JEEP”
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Cegonheiros que acreditaram em José Milton Freitas

Foi assim, com uma falsa promessa, que José Milton Freitas arregimentou uma dezena de caminhoneiros de outros estados, para irem até a fábrica da Jeep em Goiana – PE afirmando que bastava fazer o cadastro e a homologação dos caminhões, e que já no dia 01 de agostos já estariam trabalhando. Os caminhoneiros saíram de um pátio onde se concentravam na cidade de Caruaru-PE, em 30 de julho com destino a fábrica de JEEP em Goiana. E durante o trajeto pela BR – 232 o falso cegonheiro, em mais uma manobra, convidou os motoristas a passar pelo centro do Recife, antes que estes se dirigissem a Goiana. Seguindo o líder com a suposta liminar, que autorizaria as vagas da SADA, os motoristas estacionaram no centro do Recife, e apenas na madrugada de 31 de julho começaram a perceber, que algo não estava correto. Alguma negociata estava acontecendo por fora.

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Cegonheiros estacionados no centro do Recife

No entanto, a esta altura do campeonato José Milton Freitas já havia alardeado que se tratava de uma mobilização e cresceu diante da imprensa dizendo falar em nome de caminhoneiros pernambucanos e defender a arrecadação dos impostos para o estado. Porém, Milton Freitas não é um cegonheiro pernambucano, não possuía qualquer liminar e não esclareceu a imprensa que fora afastado judicialmente de sua empresa por improbidade administrativa, inclusive pelo não pagamento de impostos. Para manter os caminhoneiros nos supostos pontos de mobilização José Milton Freitas contava com ajuda de Heracles Marconi, advogado, investigado por envolvimento com diversos crimes, que convencia os grupos a permanecer no local. Heracles Marconi assim como Milton Freitas, se diz cegonheiro, mas os caminhões de nenhum dos dois participaram da falsa mobilização. Sendo assim, os dois não tiveram qualquer prejuízo, apenas os verdadeiros donos de caminhões amargam multas de mais de seis mil reais, devido ao descumprimento judicial.

Para o circo midiático que foi criado com o conto do falso cegonheiro pode parecer que caminhoneiros que lutavam pelos seus direitos não atingiram seus objetivos, mas, uma coisa é fato José Milton de Freitas, sim. É desta forma que este falsário mantém vivo o esquema que engana trabalhadores, e cobra valores por vagas que não existem. À medida que alguns descobrem e se afastam do falso líder, ele arrebanha novos motoristas em outras localidades iludindo os trabalhadores de bem.

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Em Pernambuco, por onde passou José Milton Freitas deixou um rastro de enganação e prejuízos. O que chama realmente atenção é perceber que José Milton Freitas e Heracles Marconi são apenas parte, agentes do tumulto contra uma empresa privada e sua parceira logística, por isso, descobrir quem de fato está por trás dessas investidas contra o livre mercado e os trabalhadores de bem é fundamental.